A próxima reunião do clube de leitura de que faço parte tem como tema Biografia. Confesso que este não é um género que me puxe muito para ler, por norma não tenho qualquer curiosidade para saber o como foi a vida de pessoas "famosas".
Mas reconheço que estava com uma visão muito limitada das biografias, já que estas podem ser sobre figuras muito interessantes, não propriamente muito famosas ou "da moda". Nada contra com quem leia e goste, simplesmente eu não sinto essa vontade ou curiosidade.
Foi então que me lembrei do Dalai Lama, uma personagem que conhecia pouco: sabia que é o líder espiritual do Tibete, país (ou região) que foi anexada pela China, que vive no exílio e ganhou um Nobel da paz.
Nesta autobiografia fiquei a conhecer melhor o drama que o povo tibetano sofreu (e ainda sofrerá? Tenho de pesquisar, dado que este livro foi publicado há 20 anos), como é que aquele rapazinho de 2 ou 3 anos foi reconhecido como reencarnação do Dalai Lama, como foi a sua educação, a sua ida para o exílio, os usos e costumes deste povo maioritariamente budista e o grande apoio que receberam da Índia, onde foram criadas aldeias para os refugiados e cujo governo os auxiliou bastante.
Não foi um livro fácil de ler, apesar de ter poucas páginas, a letra é muito pequena, a escrita é muito densa, com termos e nomes em tibetano e sânscrito. No entanto, o facto de praticar Yoga-Samkhya (onde são utilizadas algumas designações que surgem neste livro) e a leitura previa do livro Cisnes selvagens ajudou-me a perceber melhor algumas passagens e a formar uma imagem mais clara na minha mente.
Fiquei com vontade de ler outros livros escritos pelo Dalai Lama e outros sobre o budismo e sobre o Tibete.
Ler também é isto, aumentar os horizontes, viajarmos até outras realidades e percebermos melhor o mundo.
















