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terça-feira, 30 de abril de 2019

Opinião: A Grande Solidão, de Kristin Hannah




O que dizer sobre um livro que me fez chorar? Que, depois de o terminar, me fez estar um dia inteiro sem ler mais nada, como se estivesse a fazer um luto pelas personagens?
Existem livros assim, que nos fazem mergulhar na história, sofrer com as personagens e quase desejar entrar pelas páginas dentro e abanar algumas delas, em que desejamos chegar depressa ao final porque, caramba, o livro tem de ter um final feliz e eu quero ler esse final!
Fala sobre violência doméstica, sobre o amor, sobre pessoas marcadas pela guerra e malucos da conspiração. Tem também uma componente de que gosto particularmente, a vida em ambientes mais inóspitos, onde é preciso trabalhar para sobreviver.
Foi uma grande leitura, fiquei com vontade de lar mais da autora (dizem que O Rouxinol é tão bom ou melhor do que este).
Li no âmbito do projeto da Dora Santos Marques #projectokristinhannah (se bem que serviu também para a #MLVoltaaoMundo15)

segunda-feira, 26 de março de 2018

Opiniões: Frankenstein, de Mary Wollstonecraft Shelley

Mais um livro para a #ML122dias e o #marçofeminino.

(contem spoilers)
O Frankenstein foi um livro sugerido no "Clube dos Clássicos Vivos" e que me surpreendeu bastante.
Para começar, o Frankenstein não é o monstro que todos (ou quase todos) julgamos que é. Mas no final, talvez cheguemos à conclusão que sim, é um tipo de monstro...
Frankenstein é o criador do "monstro", que lhe dá vida para logo depois o rejeitar. E este acaba por "crescer" sozinho, quase como se fosse um bebé a apreender as sensações de fome, frio, calor e sede, para pouco depois descobrir que é rejeitado pela sociedade apenas devido ao seu aspecto. Ninguém lhe dá verdadeiramente uma hipótese, talvez o velho cego, porque não o vê, pudesse ser uma companhia para ele, mas também essa hipótese lhe é negada pela sua família que o consegue ver.
No fundo, é uma história triste, de alguém que é rejeitado pela sociedade devido às suas diferenças (o que não deixa de ser um  tema actual) e cuja rejeição o faz explodir de raiva, cometendo alguns crimes só para castigar quem o criou.

 ☆☆☆☆

quinta-feira, 15 de março de 2018

Opiniões: As Serviçais, de Kathryn Stockett

Mais um livro lido para a #ml122dias e a #marçofeminino

Li ao mesmo tempo que Os Cisnes Selvagens, mas terminei este uns dias antes.

Passa-se no Mississípi, na década de 60, numa sociedade ainda muito racista e segregadora e é contada a três vozes: uma rapariga branca, com aspirações a ser escritora e 2 empregadas negras. Juntas escrevem um livro (com o depoimento de outras empregadas) sobre a sua visão do que é ser uma empregada negra em casa de senhores brancos.

O livro retrata as relações pessoais entre as empregadas, os bebés/crianças de que tomam conta e as senhoras para quem trabalham, com algumas referências a episódios de violência sobre negros. Existe ainda a história de um grupo de mulheres brancas, as “patroas” e a sua posição social naquela pequena cidade.

É uma leitura fluída, lê-se muito bem, daí ter intervalado com “Os Cisnes Selvagens”, que era uma leitura mais demorada e na qual tinha de ter mais atenção.


Gostei bastante do livro, no final gostaria de ter tido mais uns capítulos para ler e saber o que aconteceu a algumas personagens, tais como a Hilly (uma mulher algo detestável) e a Célia (uma pateta de quem tive algumas vezes pena). E claro as personagens principais, Skeeter Aibileen  e Minny.

☆☆☆☆