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sábado, 17 de abril de 2021

Livros de Ficção Cientifica

Neste blog tenho um separador com livros de ficção cientifica, onde constam 3 livros que li, gostei e fiz um post de opinião. São estes o Illuminae, Despojados e Terrarium.

Ao reler o que escrevi na época, fiquei com vontade de ler mais livros de sc-fi, em especial livros que conhentam inteligência artificial, seres de outros planetas ou viagens espaciais. 

E nem a propósito, entre Maio e Agosto vai decorrer um desafio de leitura deste género, com direito a vários desafios e um cartão de bingo para assinalar a nossa evolução!


Espero conseguir participar, pelo menos com duas leituras, sendo que já selecionei alguns livros que gostaria de ler:

- O clássico Guerra dos Mundos
- O esgotado (pode ser que encontre em segunda mão ou na biblioteca) A Verdadeira Invasão dos Marcianos
- Fundação
- Eu, Robot
- Duna


Reparo que nesta lista apenas constam homens, haverá por ai sugestões de bons livros do género, escritos por autoras?




quinta-feira, 28 de maio de 2020

Opinião: Terrarium

Dizem que é o melhor livro de ficção cientifica português. Provavelmente será, mas não tenho background para o conseguir afirmar.
Este livro é uma reedição, (revista e aumentada) do livro originalmente publicado em 1996, cuja edição já não é possível encontrar à venda.  
Tem a particularidade de ser escrito  sob a forma de contos (mosaicos) independentes entre si mas que no final todos fazem sentido. Quando li a primeira review que falava neste pormenor fiquei com um pouco de receio, confesso, mas na verdade tudo encaixa e tudo faz sentido, mesmo a personagem nova que aparece quase no final e que eu não estava a perceber para quê!

No futuro a Terra é o planeta para onde são enviadas centenas de diferentes espécies extraterrestres, a maioria por ter sido expulsa do seu sistema de origem.
Ao redor do planeta existe um anel artificial, composto de milhares de naves e outros detritos, naves essas que por vezes caem na Terra, com as consequências que daí advém.
Há uma língua universal (Trade) muita tecnologia avançada (com diferentes graus), exóticos (extraterrestres) com várias formas, uns semelhantes a insectos, outros a mamíferos e outros que utilizam avatares humanos para se apresentarem. Bombas deprimidas (a Triste Judite ficou na minha memória), naves, elevadores até ao anel, armas e outros objectos com Inteligência Artificiai e mesmo IA que são implantadas  nos humanos. Ratos em Londres que ganham um tipo de inteligência quase humana, fauna e flora extraterrestre, flora inteligente, um filofax com a forma de um furão e de nome João (quero um para mim 😉)
No final temos 3 alternativas, um mundo sem humanos, um mundo sem Potestades, um mundo sem IXYITIL. Li os três, claro. Gostei de todos mas tenho o meu preferido para terminar o livro.

Acredito que não tenha conseguido assimilar todas as nuances, devido a algumas referências ao longo do livro, personagens, revistas pulp, ou outros termos próprios deste tipo de livros e a minha grande ignorância no assunto. 
Mas gostei bastante e foi bom para mudar de tema de leitura. 

Podem adquriri o Terrarium aqui.



Autores: João Barreiros e Luís Filipe Silva

Nacionalidade: Portuguesa
Páginas: 559
Ano edição revista e aumentada: 2017
Ano primeira edição (não revista): 1996
Classificação: ⭐⭐⭐⭐

terça-feira, 12 de maio de 2020

Últimos livros lidos

No inicio do surto em Portugal os  meus dias eram passados a acompanhar os últimos números, em reuniões sobre planos de contingência e a ler as normas e orientações que iam sendo emanadas.
Depois a situação parece que "explodiu" e a minha concentração caiu. Lia a mesma página diversas vezes ou simplesmente nem lia, ia para a cama ver vídeos sobre a situação na China ou acompanhar posts sobre a pandemia.
Tinha noites em que acordava e sentava-me automaticamente na cama, ou acordava e ficava duas horas sem conseguir adormecer.
Daí ter lido muito pouco, alguns livros mereciam muito mais de mim (mais atenção e concentração) e ter deixado completamente de escrever sobre o que estava a ler ou tinha lido.
Facto curioso: estar a ler um livro, as personagens darem um aperto de mão e eu pensar "então não sabem do distanciamento social?!?" (podem ver que eu estava a dar em louca).

Mas aqui vai um resumo daquilo que li, não cheguei a falar, mas que me parece valer a pena registar:
Distância de Segurança
 O meu último post foi sobre este livro e certamente que vale a pena lê-lo. Perturbador, lê-se num fôlego e com um certo grau de ansiedade. Reservem duas horas para o lerem de uma só vez. Vale bem a pena.

 Uma graphic novel, distopica, que nos faz sentir uma raiva imensa daquela sociedade e do (des)valor atribuído às mulheres. Se forem daqueles que gostam de teorias da conspiração correm o risco de comparar algumas das alterações às nossas liberdades que atualmente vivemos com as alterações sofridas no inicio da história (lentas e insidiosas). 
Vou querer ler a obra original. 

Peguei neste livro devido às excelentes opiniões que vi no youtube, pensei eu que seria uma leitura ligeira e agradável. 
Não estava preparada para a experiência de leitura que seria este livro... Gostei da história (há quem a classifique como YA mas eu acho que tem alguma profundidade, pelo menos em algumas passagens fez-me parar para pensar) mas o melhor de tudo é a forma como está escrita, as imagens que acompanham, tudo contribui para uma excelente experiência de leitura.
Facto irónico: também aqui há um agente infeccioso e uma quarentena (estava eu a querer abstrair-me da realidade atual...).   


Três leituras de 5 ⭐
 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Opinião: Os Despojados, de URSULA K. LE GUIN

Sinopse

A jornada de um homem em busca da reconciliação de dois mundos
Em Anarres, um planeta conhecido pelas extensas áreas desérticas e habitado por uma comunidade proletária, vive Shevek, um físico brilhante que acaba de fazer uma descoberta científica que vai revolucionar a civilização interplanetária. No entanto, Shevek cedo se apercebe do ódio e desconfiança que isolam o seu povo do resto do universo, em especial, do planeta gémeo, Urras.
Em Urras, um planeta de recursos abundantes, impera um sistema capitalista que atrai Shevek, decidido a encontrar mais liberdade e tolerância. Mas a sua inocência começa a desaparecer perante a realidade amarga de estar a ser usado como peão num jogo político letal.
Que esperança e idealismo restam a Shevek, aprisionado entre dois mundos incapazes de ultrapassar as diferenças? E ao desafiar ambos os regimes políticos, conseguirá ele abrir caminho para os ventos da mudança?


Este não foi um livro fácil de formar opinião, tanto assim que ao longo da leitura pensava em simplesmente não o classificar.
Teve passagens em que o achei genial, muito devido à reflexão sociológica que me levava a fazer. Mas teve também partes que achei bastante aborrecidas, principalmente quando era abordada a teoria em que o nosso protagonista estava a trabalhar.
Anarres e Urras são como a nossa Lua e Terra, sendo que os habitantes de Anarres foram colonos provenientes de Urras, pessoas que se rebelaram contra o sistema vigente e quiseram formar uma nova sociedade.
É aqui que vive Shevek, um físico que se sente limitado pelas fronteiras (e limitações) do seu planeta, pelo que viaja até Urras para que possa desenvolver melhor a sua teoria.
Urras é um planeta muito diferente de Anarres, baseado no capitalismo e com uma sociedade muito patriacal (machista, vá). Em Anarres não existe o conceito de posse, mulheres e homens são encarados como iguais.
Com o desenrolar da leitura fui gostando cada vez mais deste livro e fiquei mesmo com vontade de conhecer os restantes da autora, nomeadamente os referentes ao Ciclo de Hainish, do qual este pode ser considerado uma prequela.
Os Despojados
Inclui este livro no #bookbingoleiturasaosol2019, "último livro que compraste".