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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Opinião: A Vidente, de Lars Kepler

Este é o 3º livro da saga Joona Linna e o 4º que leio, de um conjunto de 7:




  • O hipnotista (lido, mas sem opinião no blog) ⭐⭐⭐⭐
  • O executor (lido, mas sem opinião no blog)⭐⭐⭐
  • A vidente
  • O homem da areia⭐⭐⭐⭐⭐
  • Stalker
  • O caçador
  • Lazarus (disponível a 16 de Maio) 







O primeiro que li foi O homem da areia e adorei (dei a classificação máxima no goodreads), pelo que resolvi comprar os livros da saga e começar do inicio.
Achei O hipnotista muito bom, já o segundo penso que foi um pouco inferior (mas uma leitura agradável e um bom enredo).
Já este livro "A Vidente" foi uma excelente surpresa. O crime é horrendo, com boas descrições visuais, os capítulos são curtos, imprimindo muita dinâmica ao livro.
Estamos quase no final do livro quando o/a autor/a do crime começa a ser desvendado, numa reviravolta que à partida não era esperada mas que acaba por fazer sentido.
Nas últimas páginas (talvez 100) ficamos a saber um pouco mais da vida anterior de Joona Linna e o que aconteceu à esposa e filha, o que acaba por ser um prólogo para o livro seguinte.
Um livro que eu li em 4 dias, muito devido à história que nos prende, mas também ao facto de ter capítulo curtos e uma escrita fluída, sem grande "salamaleques". 



sexta-feira, 5 de abril de 2019

Opinião: A Mensagem na Garrafa de Jussi Adler-Olsen


Já acontece poucas vezes escolher um livro sem saber nada dele, mas este foi um dos casos.

Estava para comprar um livro no olx, passei os olhos pelos outros anúncios do vendedor e vi este. No goodreads tem boa pontuação, é da Dinamarca (país que ainda não tinha visitado) e o preço era simpático.

É o terceiro livro da série Departamento Q, que já tem 7 livros (e adaptações para filmes) mas julgo que apenas 3 estão editados em Portugal: O Guardião das Causas Perdidas (n.º 1), Desejo de Vingança (n.º 2) e A Mensagem na Garrafa (n.º 3). Quando o comprei desconhecia ser uma série, mas fiquei com bastante curiosidade em ler os anteriores.

É um policial/thriler (tenho alguma dificuldade na distinção) com mais de 500 páginas, ao estilo da saga Joona Linna de Lars Kepler, muitas páginas e pormenores (alguns possivelmente poderiam ter sido evitados).

Tem personagens sui generis, alguma dose de humor e um crime interessante a desvendar, cujo interesse foi crescendo ao longo das páginas.

Recomendo vivamente para quem gosta deste género de livros.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Opinião: Inferno em Lisboa, de Flávio Capuleto

Vi este livro na biblioteca, num impulso peguei nele, sem saber nada sobre o autor ou a sua obra.

O livro altera entre um narrador na primeira pessoa - Luís Bernardo Santiago um "grande" escritor português, de cerca de 70 anos, que sofre de um tumor em fase quase terminal - e a narração na terceira pessoa.

Confesso que achei as partes narradas em nome de Luís Bernardo um pouco mais aborrecidas.

A história começa de uma forma um pouco morna, em que o Luís Bernardo Santiago se encontra num comboio, com uma amiga, a jornalista Sílvia Frattini e se deslocam até Lisboa. Na viagem percebemos que Luís está apaixonado por essa jornalista, que lhe conta estar em processo de separação do marido, toxicodependente e que abusa dela. Sílvia Frattini é jornalista em cenários de guerra e outras situações extremas, raramente estando em casa. O marido é dono de uma "boate".

Na manhã seguinte Luís vê uma noticia na televisão, onde fica a saber que Sílvia está dada como desaparecida e o seu carro encontrado no rio Tejo. é também no rio Tejo que surge um corpo decapitado.

A história começa então a girar em torno desse crime, será que o corpo encontrado pertence à jornalista desaparecida?

Ao longo da história surgem outras personagens (algumas não muito convincentes), outros crimes que são descobertos, o que acaba por dar interesse à trama.

No entanto o final desiludiu-me, é como se o autor de repente se lembrasse de misturar muitos elementos à história (amor, traição, abusos, desgraçadinhos, pobreza, cientistas loucos e noticias alarmantes) mas no final não soubesse muito bem como desenrolar o novelo e terminar a história.

Senti que foi um final atabalhoado, sem grande nexo e com muitas pontas soltas.

No entanto, não foi uma má leitura, já que a história a meio do livro prende bastante. Mas é daqueles livros que me parece não vá deixar memória.


☆☆☆

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Opiniões: O Homem da Areia, de Lars Kepler


O Primeiro livro que comprei em 2018 foi "O homem da areia", de Lars Kepler. Comprei este livro num impulso, ia só comprar um livro para a escola da B. mas o senhor que me atendeu falou tão bem deste livro (que estava em promoção com 50% em cartão) que o trouxe comigo. Depois de uma breve pesquisa percebi que Lars Kepler é um pseudónimo de uma dupla de escritores suecos (casados), sendo que ela tem origem portuguesa. E que, para além de terem muito sucesso com os livros que lançaram em conjunto, um deles já foi inclusive adaptado para o cinema. (tenho andado tão arredada destas novidades literárias e cinematográficas...).


A minha opinião: Adorei! Aliás, dei 5 estrelas na plataforma goodreads, pois fiquei completamente "apanhada" pela trama.
Este livro enquadra-se em thriller/policial e tem uma história muito envolvente, prende desde a primeira página e lê-se num ápice. 504 páginas, que li de forma ávida em cerca de uma semana (talvez menos).

Consegui desenvolver facilmente uma imagem mental das principais cenas aliás, à medida que estou a escrever, estou a visualizar o hospital, a casa do pai das duas crianças desaparecidas, as cenas finais no porto, a neve, enfim é um livro muito completo, uma história que prende, de leitura fluída e que nos permite dar asas à imaginação.

Pelo que li em alguns blogs literários, os seguidores de Joona Linna (a personagem principal) ficaram algo desgostosos com o final, no meu caso não senti esse "amargo de boca", pelo menos de forma tão intensa.

☆☆☆☆☆