domingo, 28 de março de 2021

Preconceitos Literários e opinião "Não sei nada sobre o amor", de Júlia Pinheiro

 Nunca me achei esquesita com as leituras e muito menos preconceituosa, mas há pouco tempo dei comigo na duvida se deveria ler um determinado livro, somente por considerar que aquela autora nunca poderia escrever boa literatura. Uma figura publica, que apresenta programas de entreternimento ligeiro...

Na verdade, o caso foi de tal ordem que até tinha uma certa "vergonha" em divulgar que estava  a ler esse livro. Como é possivel ter estes preconceitos em pleno seculo XXI? Pois...

Trata-se do livro "Não sei nada sobre o amor", de Júlia Pinheiro, um livro que adorei, quer a escrita (acessivel mas nada simplista) quer a história: três gerações de mulheres que vivem em diferentes épocas, utrapassando diferentes preconceitos: quer da sociedade, quer delas próprias. 

A primeira mulher, vitima de um equivoco, de uma educação rigida, que nada sabe sobre o amor, sobre o sexo.

Uma segunda mulher, que julga saber mais do que a primeira, mas que acaba por cair em armadilhas que ela própria criou.

Uma terceira mulher que, ao querer fugir da sina das anteriores, acaba ela própria por cair nos enganos em que o amor nos pode induzir. 

No fundo, quem pode afirmar saber algo sobre o amor?




segunda-feira, 8 de março de 2021

Lidos em fevereiro

Fevereiro foi um mês de leituras conjuntas e desafios.

Leitura conjunta de um policial de Jo Nesbo. Já tinha lido "O Morcego" em dezembro de 2020 (o 1º da série) e em fevereiro juntei-me a uma leitura conjunta do segundo livro, "Baratas". Gostei do facto de ser passado na Tailândia, mas não tenho nada mais de especial a assinalar.  Dizem que o seguinte, que irei ler neste mês de março, melhora bastante. Espero que sim.


Leitura conjunta de Ana Karenine, iniciada em janeiro e finalizada em fevereiro. Na verdade, a leitura conjunta terminou no inicio de março mas eu adiantei-me (o livro estava interessante e não tive paciência para esperar… sou uma péssima companheira de leituras conjuntas lol).
Foi uma obra de que gostei bastante, até porque ia "às cegas", sem conhecer a história. A Ana provoca-nos uma dualidade de sentimentos: inicialmente consideramo-la uma mulher fascinante, mas com o decorrer da história passa a irritar-nos, irritação essa que passa a pena. Fiquei com a sensação que retrata uma mulher com distúrbios mentais, que naqueles tempos eram completamente desvalorizados.
Mas existem outras personagens, ou não fosse este livro umas das sagas familiares mais conhecidas. Kitty foi umas das minhas favoritas. Uma personagem que cresce e evolui de uma forma que inicialmente não estamos a pensar.

"As famílias felizes são todas iguais, as infelizes são-no cada uma à sua maneira." 

 


A Dora Santos Marques fez um direto com o Nuno Nepomuceno, que me parece um autor bastante simpático e acessível. Nesse direto lançou o repto de lermos as obras dele, nomeadamente a série Afonso Catalão no desafio #lernepi. O primeiro livro é "A Célula Adormecida". Gostei do livro, a premissa é boa e interessante. Fala do drama dos refugiados, da Síria, da religião islâmica, pelo que foi um livro onde considero ter contribuído para aumentar a minha cultura geral. Provavelmente lerei mais um ou dois da série.


Resumindo, em fevereiro continuei exclusivamente com autores masculinos e li um total de 1560 páginas.

Lidos em Janeiro

 



Em Janeiro li sobre a segunda guerra mundial, num desafio que a Dora Santos Marques lança todos os anos. 

O primeiro livro fala do inicio do campo de Dachau e das primeiras vitimas desse campo.
Já o Carteiro de Auschwitz  (spoiler: não era carteiro nem tinha uma bicicleta) é um livro bastante completo, com cenas muito gráficas, não adequado a estômagos sensíveis: começa com a vida pacata de Joe na Polónia até que começa a invasão da sua aldeia, a segregação dos judeus e a vida deste jovem se vira de pernas para o ar. Assiste à morte de familiares, passa por vários campos de concentração, lida de perto com o Dr. Mengele e no final ainda participa numa das marchas da morte. Recomendo vivamente.

Para desanuviar comecei uma leitura conjunta, organizada pela Ana Lopes do canal The Phoenix Flight da saga "A Roda do Tempo", com este grande livro (800 páginas), integralmente lido no mês de janeiro. 
Leio pouca fantasia, por isso tive alguma dificuldade com tantas personagens, seres e terras desconhecidas, mas ler o glossário ajuda e acabou por ser uma boa leitura.
Tanto assim que já estou a participar na leitura do segundo livro da saga neste mês de março.

Foi um bom mês de leitura, com1432 páginas lidas (mais umas quantas da Anna Karenina, mas esse só terminei em fevereiro).

sábado, 2 de janeiro de 2021

Resumo do ano 2020

 O meu tempo tem sido escasso mas nos últimos meses consegui colocar a leitura em dia.

Assim, acabei por conseguir ler em 2020:

  • 56 livros (e excedi a meta proposta);
  • 18170 páginas
  • 41% autoras femininas e 59% masculinos
  • 21 nacionalidades diferentes

 

Até que foi um bom ano de leituras, apesar de em alguns meses quase não ter lido 







Fiz duas leituras conjuntas, de dois livros de João Tordo (adorei a experiencia) e o meu mural de livros ficou assim:



Para janeiro tenho já programada uma leitura conjunta, desta vez do Anna Karenina (e talvez faça mais duas, vamos ver), estou a participar em dois desafios literários (voltei aos desafios) e tenho já alguns livros que quero muito ler (até porque no final do ano comprei imensos ...) 
E espero vir aqui com mais frequência para registar as minhas leituras e as minhas breves impressões sobre alguns dos livros lidos. 
Saudações literárias 😀

terça-feira, 2 de junho de 2020

Resumo de Maio

Não que haja muito para contabilizar mas aqui vai o meu resumo de Maio:

  • 2 livros lidos, num total de 943 páginas (com uma certa batota, já que um livro transitou de Abril. Mas a bem dizer, ontem terminei um que ira contar para Junho, fica ela por ela que ninguém se zanga);
  • 2 livros de 4 estrelas;
  • Escritos por homens de 2 nacionalidades: França e Portugal

Reparo agora que tive de pensar um bom bocado para me recordar da história de A Terceira Virgem, sinal talvez de que sobreavaliei este livro.

Em Junho espero ler um pouco mais, pois parece-me que pouco a pouco regressa a minha vontade de ler e a minha capacidade de concentração. 
Este ano tenho menos cerca de 10 livros lidos em relação ao mesmo período do ano anterior, estou em crer que dificilmente alcançarei a minha meta de leitura estipulada no goodreads (52 livros para 2020). 

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Opinião: Terrarium

Dizem que é o melhor livro de ficção cientifica português. Provavelmente será, mas não tenho background para o conseguir afirmar.
Este livro é uma reedição, (revista e aumentada) do livro originalmente publicado em 1996, cuja edição já não é possível encontrar à venda.  
Tem a particularidade de ser escrito  sob a forma de contos (mosaicos) independentes entre si mas que no final todos fazem sentido. Quando li a primeira review que falava neste pormenor fiquei com um pouco de receio, confesso, mas na verdade tudo encaixa e tudo faz sentido, mesmo a personagem nova que aparece quase no final e que eu não estava a perceber para quê!

No futuro a Terra é o planeta para onde são enviadas centenas de diferentes espécies extraterrestres, a maioria por ter sido expulsa do seu sistema de origem.
Ao redor do planeta existe um anel artificial, composto de milhares de naves e outros detritos, naves essas que por vezes caem na Terra, com as consequências que daí advém.
Há uma língua universal (Trade) muita tecnologia avançada (com diferentes graus), exóticos (extraterrestres) com várias formas, uns semelhantes a insectos, outros a mamíferos e outros que utilizam avatares humanos para se apresentarem. Bombas deprimidas (a Triste Judite ficou na minha memória), naves, elevadores até ao anel, armas e outros objectos com Inteligência Artificiai e mesmo IA que são implantadas  nos humanos. Ratos em Londres que ganham um tipo de inteligência quase humana, fauna e flora extraterrestre, flora inteligente, um filofax com a forma de um furão e de nome João (quero um para mim 😉)
No final temos 3 alternativas, um mundo sem humanos, um mundo sem Potestades, um mundo sem IXYITIL. Li os três, claro. Gostei de todos mas tenho o meu preferido para terminar o livro.

Acredito que não tenha conseguido assimilar todas as nuances, devido a algumas referências ao longo do livro, personagens, revistas pulp, ou outros termos próprios deste tipo de livros e a minha grande ignorância no assunto. 
Mas gostei bastante e foi bom para mudar de tema de leitura. 

Podem adquriri o Terrarium aqui.



Autores: João Barreiros e Luís Filipe Silva

Nacionalidade: Portuguesa
Páginas: 559
Ano edição revista e aumentada: 2017
Ano primeira edição (não revista): 1996
Classificação: ⭐⭐⭐⭐

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Novas aquisições ou "A culpa é da Cristina"

Depois de ver este post  tive de ir espreitar o site na MBooks.
Acabei por não mandar vir os 3 da Newsletter mas andei por ali a navegar e lá fiz uma encomenda.
Vêm a caminho de casa:


Leonore comprei a pensar na B., os restantes a pensar em mim. Espero que sejam boas apostas.