quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Opinião:O Tatuador de Auschwitz


Em janeiro comemoraram-se os 74 anos da libertação de Auschwitz-Birkenau e por esta altura alguns canais do youtube - incluindo o da Dora Santos Marques que este ano criou a hashtag  #hol74 organizam leituras sobre o tema.
No ano passado li dois livros sobre a temática, sendo o meu preferido o de Primo Levi:

  


Em relação a este livro "O Tatuador de Auschwitz" gostei mas não me "encheu as medidas".
É uma história verídica sobre um jovem - Lale - que vai parar a este campo de concentração e decide que irá sobreviver, a todo o custo.
Lá acaba por se tornar no tetovier (tatuador principal do campo, cuja função é tatuar no braço o número de cada prisioneiro), o que lhe deu acesso a alguns "privilégios" extra. É nessa função que conhece Gita, uma jovem por quem se acaba por apaixonar.
O livro gira então à volta da vida no campo de concentração, no romance entre Lale e Gita, na forma como ele tenta sobreviver (contando com a ajuda de trabalhadores externos ao campo, que lhe trazem comida enquanto ele lhes dá dinheiro e jóias que alguma prisioneiras conseguem arranjar).
Um livro sobre resistência humana e sobre um amor em tempos muito difíceis.
Destaque para alguns relatos da realidade do campo, das atrocidades que são cometidas, da chegada de Josef Mengele (o médico da morte), do facto de no final, após ter conseguido sair daquele campo, haver pessoas que nem sabiam o que se passava por lá.
☆☆☆☆ (seria mais 3 e meia)
#hol74

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