O rapaz cresce e vai percebendo que tem de agradar à titi, isto se quiser aspirar a ser herdeiro da sua fortuna. Mas vai também aprendendo a ludibriar a titi e a fazê-la acreditar que é muito piedoso, casto e um fervente católico.
Um dia a titi envia-o em peregrinação à terra santa e pede-lhe uma relíquia especial. Claro que ele tenta encontrar algo que agrade à senhora e que, definitivamente, a convença a doar-lhe toda a sua fortuna.
Uma "pequena" troca leva a que o seu plano saía gorado e ele seja expulso de casa (e deserdado).
No entanto, quando o Teodorico chega a Jerusalém a narrativa toma um percurso mais fantástico e houve partes que francamente me cansaram (principalmente porque começam as descrições de Eça, ao estilo da descrição do Ramalhete nos Maias – parte que passei à frente quando li essa obra).
Mas destaco um diálogo que ele tem com um vendedor, escorraçado do templo, e durante o qual tendemos a ficar contra Jesus (nesta parte achei que o Saramago tinha vindo inspirar-se no Eça para escrever “O Evangelho Segundo Jesus Cristo). Gostei também da história alternativa à ressurreição (a qual acredito tenha criado alguma celeuma na sociedade portuguesa do seu tempo).
Em resumo, gostei de ler este livro, recomendo a quem for fã de clássicos e tiver um à vontade com a leitura que permita ler de viés as partes menos boas ou compreensíveis da história. E claro, para quem for fã do estilo descritivo de Eça de Queirós.
Fã de Eça, aqui!!!!
ResponderEliminarE este livro, já leu?
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