Ia para esta leitura com algumas expectativas, já que a grande maioria das opiniões é bastante favorável. Talvez tenha sido esse o erro.
É a história de um casal com um filho, cuja
relação entra em rotura e se separam. Mas essa separação não é consensual,
havendo aqui uma posição claramente dominadora do Alessandro sobre a
Adriana. Inicialmente a guarda é conjunta, mas como Alessandro tem um trabalho
que exige várias viagens, existe o risco de ele mudar de país, pelo que ambos
lutam em tribunal pela custódia do filho.
O Alessandro aqui é retratado como
o vilão, fazendo a vida negra à Adriana e, por arrasto, ao filho.
A Adriana é representada como uma
mulher que tudo vai aguentando, lutando pela custódia do filho (e às vezes parece
ser bastante ingénua).
A premissa é boa e a história está
bem contada (apesar de algumas incongruências), no entanto tornou-se demasiado
grande e massudo. Como se a personagem do Alessandro encarnasse todos os homens
filhos-da-put@ que querem moer a cabeça às ex-companheiras, usando os filhos
como arma de arremesso. E o azar da Adriana com os técnicos e os advogados
também me pareceu algo exagerado.
O final é algo abruto e o twist que
a autora lhe dá parece ter sido feito unicamente para dar um fim à
situação, quase como se a história estivesse tão enrolada que já não havia uma solução à vista.
Admito que provavelmente a ideia será causar no leitor cansaço, simulando o desgaste que estes processos causam aos seus intervenientes. Mas menos 300 páginas e provavelmente o livro seria melhor apreciado.
Gostei da referência às obras de arte e de
literatura, bem como o estilo de escrita. Apesar de não ficar nos meus
favoritos fiquei com vontade de ler outras obras da autora. 3 ⭐
As histórias no tribunal são mesmo assim. Tenho dezenas de histórias de técnicos, idas a tribunais e etc de alunos meus que davam um filme. Assisti às mesmas coisas narradas entre pai e mãe desavindoa à minha frente. Já tive miúdos a dizerem que não conseguem impor.se perante um juiz, etc. Mas sim, o livro tem a mulher boa vs o homem pai mau, tudo bastante estereotipado.
ResponderEliminarConcordo contigo quanto ao fim: não faz sentido, demasiado forçado.
Mas tudo lhe aconteceu, técnicos que não viram, que desistiram, aquela cena do advogado de familia (revirei os olhos nessa).
ResponderEliminarFiz leitura conjunta deste livro e um dos membros é jurista, achou que várias passagens estavam escandalosamente erradas. Eu essa parte não consegui avaliar, mas achei muito exagerado e cansativo.