Descrever este livro não é facil, pois é daqueles com histórias aparentemente banais, mas que nos fazem sentir e refletir.
Damaris é uma mulher pobre que sempre desejou ter filhos, sem no entanto o conseguir. Adota uma cadelinha recém nascida, dá-lhe muito amor mas essa relação vai mudar, acompanhando a espiral descendente da personagem. A relação entre Damaris e a cadela é quase de mãe-filha, mas lidar com as expectativas e desilusões nem sempre é fácil.
Rogélio, o marido, no inicio é apresentado como uma pessoa má, que gosta de massacrar os seus cães, no entanto tem atitudes tão ternas e compreensivas que nos leva de algum modo a esquecer a falta de empatia com os seus animais.
Ao longo da narrativa vamos conhecendo o passado de Damaris e outros acontecimentos que ocorreram no local, percebemos que carrega um fardo pesado e esse passado, conjugado com a impossibilidade de ser mãe e o desmoronar do casamento, levam igualmente ao desmoronamento da personagem.
Destaque ainda para as descrições da pobreza local, o estado tempo, fauna e flora locais que, sem serem exaustivos, nos levam a viajar até à Colômbia e quase sentirmos as picadas dos insetos locais.
Um livro muito bem escrito, que se lê num ápice.

Tenho lido muitas boas críticas desse livro e da autora.
ResponderEliminarAinda esta manhã li um artigo no jornal Público.
Está definitivamente no meu radar.
Vi pela primeira vez no blog da Maria do Rosário Pedreira (horas extraordinárias) e desde aí que tinha ficado na minha lista de livros a ler.
EliminarPelo que me apercebo do que a Cristina lê também acho que vai gostar. Boas leituras 😊
Gostei da tua review e vou pôr no meu radar, como a Cristina.
ResponderEliminarGostei muito e acho que vais gostar Tella, foca assuntos que sei que gostas.
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