segunda-feira, 19 de abril de 2021

Opinião: Os pilares da Terra, Volume I

 

SINOPSE

A trama centra-se no século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição

 


No início tive dificuldade em entrar na história. Para além de os primeiros capítulos serem um pouco enfadonhos talvez não me apetecesse viajar para a idade média. Mas estes livros foram-me emprestados em dezembro, portanto senti alguma pressão em iniciar a leitura dos mesmos.

No entanto, com o avançar da leitura percebi o porquê de ser um livro amado por muitos: a escrita é simples, sem grandes floreados e contém descrições muito interessantes sobre o modo de vida na época.

Estão igualmente presentes todos os ingredientes necessários para uma história interessante: romance, intrigas e violência, bem como algumas descrições de torturas medievais, tema que sempre me fascinou (aquele fascínio pelo macabro e o pior da humanidade). Mas tudo com conta, peso e medida.

Uma das personagens principais é Tom Pedreiro, que tem o sonho em vir a construir uma catedral, razão pela qual não aceitou um lugar fixo como pedreiro, preferindo ir em busca do seu sonho. No inicio do livro ele está ocupado a construir uma casa para um fidalgo que se irá casar, e a expectativa é que essa tarefa dure o suficiente para se manter a si e à sua família durante o inverno. Mas o casamento é anulado, os trabalhadores despedidos e ele vê-se em apuros para conseguir sustentar a família (constituída pela esposa grávida e dois filhos), o que os leva a errar de terra em terra em busca de trabalho, com a fome a ser uma presença constante.

Aliás, pobreza e fome são temas recorrentes neste livro, o que nos leva a refletir sobre as dificuldades sentidas por quem viveu nessa época e não teve a sorte de nascer em “bom berço”.

Para além do povo, temos personagens que representam o clero, tais como o Prior Phillip ou os gananciosos Bispos Henry e Waleran. A realeza também está representada, com a abominável família Hamleigh e os caídos em desgraça Shiring.

Gostei bastante, já tenho o 2º volume que irei ler em breve, assim que terminar as mil e umas leituras conjuntas em que estou a participar!

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