A trama centra-se no
século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma
catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o
leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e
rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou
emotividade, poder, vingança e traição
No início tive dificuldade em entrar na história. Para além
de os primeiros capítulos serem um pouco enfadonhos talvez não me apetecesse viajar
para a idade média. Mas estes livros foram-me emprestados em dezembro, portanto
senti alguma pressão em iniciar a leitura dos mesmos.
No entanto, com o avançar da leitura percebi o porquê de ser
um livro amado por muitos: a escrita é simples, sem grandes floreados e contém
descrições muito interessantes sobre o modo de vida na época.
Estão igualmente presentes todos os ingredientes necessários
para uma história interessante: romance, intrigas e violência, bem como algumas
descrições de torturas medievais, tema que sempre me fascinou (aquele fascínio pelo
macabro e o pior da humanidade). Mas tudo com conta, peso e medida.
Uma das personagens principais é Tom Pedreiro, que tem o sonho
em vir a construir uma catedral, razão pela qual não aceitou um lugar fixo como
pedreiro, preferindo ir em busca do seu sonho. No inicio do livro ele está
ocupado a construir uma casa para um fidalgo que se irá casar, e a expectativa é
que essa tarefa dure o suficiente para se manter a si e à sua família durante o
inverno. Mas o casamento é anulado, os trabalhadores despedidos e ele vê-se em
apuros para conseguir sustentar a família (constituída pela esposa grávida e dois
filhos), o que os leva a errar de terra em terra em busca de trabalho, com a
fome a ser uma presença constante.
Aliás, pobreza e fome são temas recorrentes neste livro, o
que nos leva a refletir sobre as dificuldades sentidas por quem viveu nessa
época e não teve a sorte de nascer em “bom berço”.
Para além do povo, temos personagens que representam o
clero, tais como o Prior Phillip ou os gananciosos Bispos Henry e Waleran. A
realeza também está representada, com a abominável família Hamleigh e os caídos
em desgraça Shiring.
Gostei bastante, já tenho o 2º volume que irei ler em breve,
assim que terminar as mil e umas leituras conjuntas em que estou a participar!
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