segunda-feira, 11 de março de 2019

Opinião: Inferno em Lisboa, de Flávio Capuleto

Vi este livro na biblioteca, num impulso peguei nele, sem saber nada sobre o autor ou a sua obra.

O livro altera entre um narrador na primeira pessoa - Luís Bernardo Santiago um "grande" escritor português, de cerca de 70 anos, que sofre de um tumor em fase quase terminal - e a narração na terceira pessoa.

Confesso que achei as partes narradas em nome de Luís Bernardo um pouco mais aborrecidas.

A história começa de uma forma um pouco morna, em que o Luís Bernardo Santiago se encontra num comboio, com uma amiga, a jornalista Sílvia Frattini e se deslocam até Lisboa. Na viagem percebemos que Luís está apaixonado por essa jornalista, que lhe conta estar em processo de separação do marido, toxicodependente e que abusa dela. Sílvia Frattini é jornalista em cenários de guerra e outras situações extremas, raramente estando em casa. O marido é dono de uma "boate".

Na manhã seguinte Luís vê uma noticia na televisão, onde fica a saber que Sílvia está dada como desaparecida e o seu carro encontrado no rio Tejo. é também no rio Tejo que surge um corpo decapitado.

A história começa então a girar em torno desse crime, será que o corpo encontrado pertence à jornalista desaparecida?

Ao longo da história surgem outras personagens (algumas não muito convincentes), outros crimes que são descobertos, o que acaba por dar interesse à trama.

No entanto o final desiludiu-me, é como se o autor de repente se lembrasse de misturar muitos elementos à história (amor, traição, abusos, desgraçadinhos, pobreza, cientistas loucos e noticias alarmantes) mas no final não soubesse muito bem como desenrolar o novelo e terminar a história.

Senti que foi um final atabalhoado, sem grande nexo e com muitas pontas soltas.

No entanto, não foi uma má leitura, já que a história a meio do livro prende bastante. Mas é daqueles livros que me parece não vá deixar memória.


☆☆☆

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